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Semana Mundial de Alergia

Está sendo realizada, entre os dias 07 à 13 de abril, a Semana Mundial de Alergia, evento que tem como foco a conscientização sobre o diagnóstico, tratamento e prevenção das diversas formas de alergias. A iniciativa é da  World Allergy Organization (WAO – https://www.worldallergy.org/resources/world-allergy/2019), e no Brasil, organizada pela Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI – www.asbai.org.br). O tema central para 2019 é “Alergia Alimentar: Um Problema Global”.

Segundo matéria da ASBAI, “no Brasil, não há estatísticas oficiais, porém, a prevalência parece se assemelhar à literatura internacional, que mostra cerca de 8% das crianças com até dois anos de idade e 2% dos adultos sofrendo algum tipo de alergia alimentar.

Ainda segundo a ASBAI, mais de 170 alimentos são considerados potencialmente alergênicos, apesar de uma pequena parcela deles ser responsável por um maior número de reações: leite, ovo, soja, trigo, amendoim, castanhas, peixes e frutos do mar.

A Dra. Renata Cocco, Coordenadora do Departamento Científico de Alergia Alimentar da ASBAI, explica alguns dos temas recorrentes à alergia alimentar, sendo:

O que é alergia alimentar – É uma resposta exagerada do organismo a determinadas proteínas presentes nos alimentos. Envolve um mecanismo imunológico e tem apresentação clínica muito variável, com sintomas que podem surgir na pele, sistema gastrointestinal, respiratório e/ou cardiovascular. As reações podem ser leves, com simples coceira nos lábios, até mais graves, incluindo comprometimento de vários órgãos e potencial risco de óbito.

Considerada um problema de saúde pública, a alergia alimentar está aumentando em todo o mundo. Apesar de poder se manifestar em qualquer época da vida, o quadro geralmente se inicia na infância. Dependendo do alimento e mecanismo envolvidos, a alergia pode se resolver até a adolescência ou persistir por toda a vida.

Sintomas de alergia alimentar – Pelo menos um dos sintomas citados abaixo deve ser apresentado pelo paciente para se desconfiar de uma alergia alimentar:

  • Reações cutâneas (vermelhidão na pele, coceira, urticária com ou sem inchaço de olhos, boca, orelhas etc.);
  • Reações gastrointestinais orais (coceira nos lábios e céu da boca, inchaço de língua ou de lábios,) e gastrointestinais baixas (dor abdominal, diarreia com ou sem presença de sangue nas fezes, vômitos, refluxo exacerbado);
  • Reações nas vias aéreas (congestão nasal, coceira, espirros, tosse, falta de ar, chiado no peito que se iniciam de forma abrupta);
  • Reações cardiovasculares (aumento da frequência cardíaca, queda da pressão arterial, tontura, desmaios ou até mesmo perda de consciência).

Diagnóstico – Somente o médico pode realizar o diagnóstico preciso da alergia alimentar. É importante que este profissional se especialize em Alergia e Imunologia para estar preparado, uma vez que os sintomas da alergia alimentar podem se manifestar em outras doenças, ocasionando um diagnóstico equivocado. O diagnóstico preciso da alergia alimentar deve seguir quatro pilares:

  1.  História clínica: deve ser muito bem avaliada por um médico experiente.
  2.  Exames laboratoriais: também precisam ser muito bem interpretados, pois nem sempre um exame de IgE   positivo indica que o paciente seja alérgico. Exames que avaliam a presença de IgG a alimentos não   possuem qualquer relevância clínica e não devem ser recomendados na investigação de qualquer tipo de   alergia alimentar.
  3.  Dieta de restrição: consiste em retirar o alimento, avaliar a melhora e expor o paciente novamente ao   alimento, para assim ter a certeza de que existe a relação de causa e efeito.
  4.  Teste de provocação oral: é o que realmente estabelece o diagnóstico. Consiste na oferta do alimento ao   paciente, em doses regulares, crescentes, sempre sob supervisão médica. Deve ser realizado em ambiente   apropriado – clínica, hospital ou até mesmo dentro da UTI -, dependendo da necessidade que o médico   julgar. NUNCA deve ser feito em casa se o médico não orientar, pois coloca em risco a vida do paciente.

Fonte: ASBAI.ORG.BR/RMA
Imagem: Reprodução

 

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