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Alimentação orgânica e sua saúde

Você já deve ter lido ou ouvido muita coisa sobre alimentação saudável, sobre o que é bom em nossa dieta e até que produtos orgânicos são os melhores pois não utilizam técnicas de produção em grande escala, ou ainda, que não fazem uso de fertilizantes artificiais, inseticidas e outras drogas afins. Tudo isto é verdade!
A alimentação orgânica começou a ser considerada na primeira metade do século XX por um pesquisador inglês chamado Albert Howard, através de sua obra “Um testamento Agrícola” publicada pela Oxford University Press em 1943. As pesquisas dele, frutos de sua convivência na Índia com camponeses, fizeram com que propusesse um método de compostagem (Processo Indore) no qual utiliza-se uma técnica natural de recomposição do solo. Esta técnica é totalmente diferente dos métodos convencionais praticados hoje, para a produção agrícola em escala industrial como a conhecemos, e que deterioram o solo.
Naquele período muitos outros pesquisadores colaboraram com a nova técnica, como foi o caso de Evelyn Barbara Balfour (Eve Balfour – 16/07/1898 – 14/01/1990). Primeira mulher a estudar agricultura em uma universidade inglesa, Lady Evelyn publicou suas experiências no livro “The Living Soil” e foi um dos textos fundadores do movimento de agricultura e alimentos orgânicos.
De lá para cá o movimento cresceu e tem se espalhado pelo planeta. Reconhecido como eficaz na produção de alimentos menos prejudiciais a nossa saúde, os alimentos orgânicos têm como benefícios:

  1. Não utilizam agrotóxicos sintéticos, transgênicos ou fertilizantes químicos.
  2. Redução da poluição ambiental pois os agrotóxicos e fertilizantes químicos, coadjuvantes da agricultura convencional, não são absorvidos pelo solo e são levados pela chuva para outras regiões próximas de onde foram aplicados.
  3. Devido a suas técnicas, a agricultura orgânica necessita de muita mão-de-obra o que é bom para a melhoria da vida no campo.
  4. Também em função de suas características, a agricultura orgânica tem como objetivo inerente a sua prática, a conservação da fertilidade do solo, através da rotação de culturas e adubação verde (restos de uma cultura, como por exemplo o milho, depois da colheita, a planta em si permanece no solo, adubando-o com sua decomposição).

Além de todas estas características, a criação de “animais orgânicos” também é privilegiada pois com o uso dos alimentos orgânicos os animais são alimentados apenas com este tipo de ração. Além disso, os animais são mantidos em locais mais espaçosos e menos estressantes que nos métodos convencionais, reduzindo sensivelmente o uso de hormônios artificiais (que fazem com que os animais cresçam em menor tempo e com grande ganho de peso), e antibióticos sintéticos.
A utilização da agricultura orgânica ajuda também na preservação de pastos, insetos que podem contribuir na preservação das plantações bem como de animais silvestres da região.
Finalmente, para quem tem restrição alimentar de algum tipo, o uso da alimentação orgânica pode significar o consumo de alimentos de forma segura e controlada.


Fonte: RMA

Imagem: Freepik.com

 

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