Difícil encontrar quem não aprecie o sabor das frutas cítricas. Laranjas e limões estão profundamente enraizados na nossa cultura, presentes na culinária, em bebidas refrescantes e associados a momentos de lazer e dietas saudáveis. Com uma enorme variedade de tipos, cada um possui particularidades muito valorizadas. Contudo, o consumo e o manuseio dessas frutas — seja na alimentação, no contato direto com a pele ou no preparo de pratos e drinks — podem desencadear reações adversas em algumas pessoas.

A alergia a cítricos é uma condição relativamente rara que afeta certos indivíduos após a ingestão ou o manuseio dessas frutas e seus derivados. Embora laranjas, limões e congêneres sejam excelentes fontes de vitamina C e agreguem um sabor marcante a diversas receitas, o sistema imunológico de algumas pessoas pode reagir de forma exagerada, gerando sintomas que variam em intensidade. A seguir, conheça as principais características, os sintomas mais comuns e as formas de tratamento para a alergia a frutas cítricas.

Características:

Proteínas Alergênicas: A alergia aos cítricos é desencadeada principalmente por proteínas encontradas nas frutas cítricas. As proteínas alergênicas mais comuns associadas à alergia a frutas cítricas incluem profilina, proteína 10 relacionada à patogênese (PR-10) e proteína de transferência lipídica (LTP).

Reatividade cruzada: Indivíduos com alergia a frutas cítricas também podem apresentar reatividade cruzada com outras frutas, especialmente àquelas da mesma família botânica das frutas cítricas, como Rutaceae. A reatividade cruzada pode levar a reações alérgicas a alimentos como laranjas, limões, limas, toranjas e tangerinas.

Sintomas:

Os sintomas da alergia a frutas cítricas podem variar de leves a graves e podem incluir:

Síndrome de Alergia Oral (OAS): Esta é uma reação comum em que os indivíduos experimentam sensações de coceira ou formigamento na boca e na garganta logo após consumir frutas cítricas. Os sintomas da OEA são geralmente leves e não progridem além da área da boca.

Sintomas gastrointestinais: Alguns indivíduos podem sentir náuseas, vômitos, diarreia ou dor abdominal após consumir frutas cítricas.

Reações cutâneas: Os sintomas cutâneos podem incluir urticária (urticária), eczema ou dermatite de contato quando a pele entra em contato com frutas cítricas ou seu suco.

Sintomas respiratórios: Em casos mais graves, a alergia aos cítricos pode causar sintomas respiratórios como tosse, respiração ofegante, falta de ar ou até mesmo anafilaxia, uma reação alérgica grave e com risco de vida.

Tratamentos:

A melhor maneira de controlar a alergia a frutas cítricas é evitar frutas cítricas e produtos que contenham ingredientes cítricos. Isso pode ajudar a prevenir reações alérgicas. Aqui estão algumas opções de tratamento se você consumir frutas cítricas acidentalmente ou tiver uma reação:

Anti-histamínicos: Anti-histamínicos vendidos sem receita, como cetirizina ou loratadina*, podem ajudar a aliviar sintomas alérgicos leves, como coceira ou urticária.

Epinefrina: Para reações alérgicas graves ou anafilaxia, a epinefrina (adrenalina) é o tratamento de primeira linha. Pessoas com alergias a frutas cítricas conhecidas e que correm risco de reações graves devem levar sempre consigo um auto injetor de epinefrina**.

Consulte um alergista(alergologista): Se você suspeita que tem alergia a frutas cítricas, é importante consultar um alergista para um diagnóstico adequado por meio de testes cutâneos ou de sangue. Eles também podem fornecer orientação sobre como controlar sua alergia e recomendar injeções contra alergia (imunoterapia) para tratamento de longo prazo.

Leia os rótulos: Esteja atento ao ler os rótulos dos alimentos e verificar se há ingredientes derivados de frutas cítricas em alimentos e bebidas processados.

Mudanças na dieta: Ajuste sua dieta para evitar frutas cítricas e opte por fontes alternativas de vitamina C.

É crucial lembrar que os sintomas da alergia a frutas cítricas podem variar entre os indivíduos; portanto, se você suspeitar que tem alergia a frutas cítricas, é importante procurar aconselhamento médico profissional para um diagnóstico adequado e orientação sobre como controlar sua condição.

Observações

  • * – Os medicamentos, mesmo aqueles comercializados sem necessidade de reeita médica, devem ser consumidos com cuidados. O ideal, reforçamos, é sempre procurar a orientação de um médico profissional.
  • ** – O auto injetor de epinefrina deve ser utilizado por indivíduos sujeitos a reações graves, como a anafilaxia, que pode levar ao óbito do paciente. Para obtê-lo siga as recomendações médicas.

Autor: ReMA

Imagem: https://pixabay.com/pt/users/silviarita-3142410/?utm_source=link-attribution&utm_medium=referral&utm_campaign=image&utm_content=1918082 – Silvia/Pixabay


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