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Veganismo: o que você precisa saber

O veganismo surgiu, como movimento, em 1944 em Birmingham – Inglaterra, através do inglês Donald Watson (1910-2005), integrante da “The Vegetarian Society”. Por discordar de alguns princípios do vegetarianismo, em uma reunião com outros 6 integrantes, todos vegetarianos não lácteos, ou seja, que não consumiam derivados do leite, criaram a “The Vegan Society”. A instituição existe até hoje passados 75 anos e conquistou adeptos pelo mundo todo.

Donald Watson durante a sua vida exerceu várias atividades como professor de marcenaria, guia de caminhada nas montanhas e com relevância na horticultura orgânica. Desde o início a sociedade preconizava a defesa dos animais, definindo-os como seres conscientes e não inferiores ao homem, defendendo os direitos dos animais. A definição oficial do veganismo, encontrada em publicações, no web site da sociedade vegana e em outros veículos de comunicação é de “um modo de vida que busca excluir, na medida do possível e do praticável, todas as formas de exploração e de crueldade contra animais, seja para alimentação, vestuário ou qualquer outro propósito.”

Por definição o veganismo não é apenas uma dieta, mas, um movimento social que busca o fim do uso dos animais para benefício do homem. Nisso estão relacionadas todas as formas de exploração, como as destinadas à alimentação, como mercadoria, trabalho, caça, vivissecção e todas as formas de usos que envolvem animais. Para eles o uso de animais em pesquisas médicas ou na indústria de cosméticos, por exemplo, é totalmente condenada, assim como para entretenimento.

O ativismo contempla vários movimentos e grupos ao redor do mundo e tem provocado mudanças na criação de produtos para consumo dos seus adeptos e também de simpatizantes que adotam sua dieta, bem como no boicote às indústrias, ao comércio, casas de shows e espetáculos que exploram os animais de alguma maneira.

Em pesquisa recente, na Inglaterra em 2013, já existiam cerca de 30.000 itens produzidos pela indústria daquele país. No Brasil este número vem crescendo nos últimos anos e há certificação deles por entidades especializadas no tema, e a variedade dos produtos é notável: além da alimentação, vestuário, calçados, cosméticos e muitos outros.

Na dieta e no modo de vida vegano podemos encontrar fortes aliados para os intolerantes, alérgicos ou sensíveis ao glúten, lactose, caseína principalmente, pois:

  • não podem conter carnes de qualquer natureza (gado, suínos, peixes, etc), ou alimentos de origem animal que contenham qualquer resíduo: leites e derivados, queijos, manteiga, salsichas, ovos, albumina, mel, banha, corantes de origem animal, gelatina;
  • não vestir roupas ou sapatos feitos de partes dos corpos de animais: couro, seda, lã;
  • os veganos devem evitar o uso de cosméticos e medicamentos que tenham sido testados em animais ou que contenham componentes oriundos de animais em sua formatação, como sabonetes feitos de glicerina animal, maquiagem contendo cera de abelha, xampus com tutano de boi entre outros.

A dieta vegana pode ser adotada para todas as faixas de idade embora estudos de nutricionistas alertem sobre o seu uso de forma improvisada. Sua adoção deve ser acompanhada de uma visita ao nutricionista e também a profissionais de saúde quando você é um portador de restrição alimentar. Um dermatologista (alergias atópicas) ou um alergologista (para os alérgicos de forma geral) podem orientá-lo em qual tipo de alimento não lhe fará mal ou lhe trará benefícios. Uma boa leitura do rótulo do produto que você adquire também pode garantir uma boa escolha. O consumo de produtos veganos eventuais podem enriquecer sua dieta diária, tornando-a mais saborosa e variada. Vale a pena experimentar!

 


Fonte: RMA
Imagem: Freepik.com

 

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